O Valencia foi fundado em 1919 por antigos integrantes de um clube local. Começou no campo de Algirós e se mudou para Mestalla em 1923, após conquistar o campeonato regional. O estádio cresceu com a instituição e se tornou um dos principais elementos de sua ligação com a cidade.
A primeira grande geração apareceu nos anos 1940. O ataque conhecido como Delantera Eléctrica, com Mundo entre seus destaques, conquistou a copa em 1941 e os campeonatos de 1942, 1944 e 1947. O período estabeleceu o Valencia entre os clubes capazes de disputar títulos nacionais regularmente.
A projeção internacional cresceu com as Copas das Cidades com Feiras dos anos 1960 e com a Recopa de 1980. Mario Kempes, contratado em 1976, tornou-se um dos símbolos da equipe. Nos anos seguintes, porém, o endividamento comprometeu a estrutura, e o clube caiu em 1986. O retorno imediato, como campeão da segunda divisão, iniciou uma recuperação.
Na virada do século, o Valencia chegou a duas finais consecutivas da Liga dos Campeões, em 2000 e 2001, perdidas para Real Madrid e Bayern de Munique. Rafa Benítez assumiu depois e conquistou o campeonato de 2002. Em 2004, acrescentou uma dobradinha de LaLiga e Copa da UEFA, marcando outro auge esportivo.
O crescimento não teve equilíbrio financeiro duradouro. A obra do Nou Mestalla, iniciada em 2007, foi interrompida em 2009 após a crise imobiliária reduzir o valor esperado pela venda do terreno do estádio antigo. Com uma dívida elevada, o clube precisou de aumento de capital e negociou jogadores como David Villa, David Silva e Juan Mata.
Peter Lim assumiu o controle em 2014, mas as vendas de destaques e as restrições de investimento continuaram. A Copa do Rei de 2019 foi uma conquista importante em meio a esse período. A presença de jogadores formados no Valencia Mestalla e a continuidade de referências como José Gayà preservaram vínculos com a identidade do clube enquanto a instituição buscava recuperar estabilidade esportiva e concluir sua mudança de estádio.