O Saint-Étienne foi fundado em 1919 por funcionários da rede de lojas Casino. O verde da empresa passou para a camisa e se tornou a marca mais conhecida do clube. Depois de mudanças de nome e de uma fusão, a instituição adotou sua denominação atual em 1933, com a entrada no futebol profissional. O estádio Geoffroy-Guichard preserva a ligação com a família envolvida em suas origens.
O primeiro Campeonato Francês veio em 1957, com o técnico Jean Snella. A conquista abriu um ciclo que se estendeu pelas décadas seguintes, também sob os comandos de Albert Batteux e Robert Herbin. Até 1981, o Saint-Étienne chegou a dez títulos nacionais e se tornou a principal referência de sucesso do futebol francês naquele período.
A projeção foi além do campeonato. Em 1976, o clube chegou à final da Copa dos Campeões da Europa, em Glasgow, contra o Bayern de Munique. O Saint-Étienne acertou a trave duas vezes, mas perdeu por 1 a 0. As traves quadradas do estádio ficaram associadas àquela derrota e se tornaram um símbolo da campanha na memória da torcida.
O décimo título francês veio em 1981, com Michel Platini na equipe. Logo depois, um escândalo financeiro envolvendo a direção interrompeu a fase vitoriosa. O clube foi rebaixado em 1984 e passou a viver períodos de menor estabilidade. Em 2001, o uso de passaportes falsos por jogadores levou a uma perda de pontos e acompanhou outro rebaixamento.
Nas décadas recentes, o Saint-Étienne continuou a alternar recuperações e quedas. A Copa da Liga de 2013, conquistada com um gol de Brandão contra o Rennes, encerrou uma longa espera por outro grande troféu. A valorização de jogadores também ganhou importância: Wesley Fofana e William Saliba se destacaram antes de grandes transferências. O clube busca recuperar a estabilidade esportiva, apoiado numa torcida que mantém vivas tanto as conquistas nacionais quanto a memória da final europeia de 1976.