A Real Sociedad foi formalizada em 1909 por jogadores que já haviam conquistado a Copa da Espanha usando a licença do Club Ciclista de San Sebastián. A origem explica por que um título antecede o registro da instituição. O nome Real veio em 1910, e o clube participou da primeira edição da liga espanhola, em 1929.
Atocha, inaugurado em 1913, recebeu a equipe durante oitenta anos. As primeiras décadas incluíram frequentes acessos e rebaixamentos, até a conquista de maior continuidade na elite. A formação local ganhou importância nesse processo e se tornou uma característica duradoura do projeto esportivo.
O auge nacional veio no início dos anos 1980. Depois do vice-campeonato de 1980, a Real venceu as ligas de 1981 e 1982 com Alberto Ormaetxea como treinador. A geração conquistou também a Supercopa e chegou à semifinal da Copa dos Campeões em 1983. Foi o período em que o clube de San Sebastián se afirmou entre os protagonistas espanhóis.
A Copa do Rei de 1987 acrescentou outro título. Até o fim daquela década, a equipe utilizava apenas jogadores bascos, política modificada com a contratação do irlandês John Aldridge em 1989. Em 1993, a mudança de Atocha para Anoeta abriu outra etapa estrutural. O novo estádio seria reformado mais tarde, com a retirada da pista de atletismo para aproximar a torcida do campo.
Em 2003, o time de Raynald Denoueix voltou a disputar o campeonato até o fim e terminou em segundo. A queda de 2007 encerrou 39 temporadas seguidas na elite, e o retorno ocorreu em 2010. A reconstrução voltou a dar títulos: a final da Copa do Rei de 2020, adiada pela pandemia e realizada em 2021, foi vencida contra o Athletic; outra copa veio em 2026, contra o Atlético de Madrid.
Zubieta, o centro de formação, permanece essencial. Jogadores como Xabi Prieto e Mikel Oyarzabal se tornaram referências, enquanto outras revelações produziram receitas em vendas. A combinação entre base e contratações permitiu ampliar o mercado sem abandonar a relação entre o clube e o futebol de sua região.