O Real Madrid foi registrado em 1902, a partir de um grupo de praticantes que já se reunia nos anos anteriores. O título de Real foi concedido em 1920. O clube manteve o controle nas mãos dos associados e participou de todas as edições da primeira divisão espanhola desde a criação da liga, sem ser rebaixado.
Santiago Bernabéu, antigo jogador, assumiu a presidência em 1943 e liderou uma expansão importante da estrutura. O novo estádio de Chamartín abriu em 1947 e mais tarde recebeu seu nome. A construção deu ao clube um espaço maior para acompanhar o crescimento de público e de ambições esportivas.
A equipe de Alfredo Di Stéfano e Ferenc Puskás consolidou a projeção internacional. O Real venceu as cinco primeiras edições da Copa dos Campeões, entre 1956 e 1960, e conquistou a sexta em 1966. Essa sequência tornou a competição europeia uma referência central para avaliar as gerações seguintes.
O retorno ao título continental demorou 32 anos. Nesse intervalo, a geração conhecida como Quinta del Buitre, com jogadores desenvolvidos no Castilla, ajudou a conquistar cinco campeonatos espanhóis consecutivos e duas Copas da UEFA nos anos 1980. A sétima Copa dos Campeões veio em 1998, com gol de Mijatović contra a Juventus.
Nos anos 2000, a presidência de Florentino Pérez associou grandes contratações a uma expansão comercial. Figo, Zidane, Ronaldo e Beckham marcaram a primeira geração de Galácticos. Mais tarde, Cristiano Ronaldo tornou-se o maior goleador do clube, em um período que também teve Benzema, Sergio Ramos e outros jogadores de longa permanência.
Com Zidane como treinador, o Real conquistou três Ligas dos Campeões consecutivas entre 2016 e 2018. Novos títulos ampliaram seu recorde europeu, enquanto a reforma do Bernabéu modernizou o estádio com teto e gramado retráteis. A combinação de receitas elevadas, contratações de grande escala e exigência por resultados sustenta um clube cuja identidade foi moldada tanto pelo domínio nacional quanto pela continuidade de suas conquistas internacionais.