O Nottingham Forest foi criado em 1865 por um grupo que decidiu trocar o shinty pelo futebol. O vermelho escolhido em homenagem a Giuseppe Garibaldi permaneceu como sua principal cor. Depois de vencer a Football Alliance e entrar na Football League em 1892, o clube conquistou a Copa da Inglaterra de 1898 contra o Derby County, estabelecendo uma tradição muito anterior ao seu período de maior fama.
A transformação mais conhecida começou com Brian Clough, contratado em 1975, quando o Forest estava na segunda divisão. Ao lado de Peter Taylor, que chegou no ano seguinte, ele montou uma equipe capaz de subir e ser campeã inglesa em 1977-78. A sequência continuou na Europa: o Forest venceu a Copa dos Campeões de 1979 contra o Malmö e repetiu o título em 1980 diante do Hamburgo. Em poucos anos, passou da segunda divisão ao bicampeonato continental.
Clough permaneceu no comando mesmo depois da saída de Taylor. Conquistou duas Copas da Liga, em 1989 e 1990, e levou o clube à final da Copa da Inglaterra de 1991. O rebaixamento de 1993 encerrou seus dezoito anos de trabalho. A instabilidade posterior culminou na queda à terceira divisão em 2005, uma distância enorme do nível em que o clube havia construído sua reputação europeia.
A compra por Evangelos Marinakis, em 2017, antecedeu uma nova recuperação. Steve Cooper assumiu em 2021 com o time nas últimas posições e o levou ao playoff. A vitória sobre o Huddersfield na final de 2022 encerrou 23 anos fora da Premier League. Depois de recuperar a permanência na elite, o Forest conseguiu com Nuno Espírito Santo o sétimo lugar de 2024-25 e voltou às competições europeias após trinta anos.
Esse avanço não trouxe continuidade no banco. A saída de Nuno foi seguida por passagens de Ange Postecoglou, Sean Dyche e Vítor Pereira, até a chegada de Oliver Glasner em 2026. O mercado também mudou de escala, com contratações recordes e a grande venda de Elliot Anderson ao Manchester City. O clube passou a movimentar recursos compatíveis com sua nova divisão, mas ainda buscava a estabilidade de trabalho que havia sido tão importante nos anos de suas maiores conquistas.