O Chelsea foi criado para ocupar um estádio que já existia. Gus Mears comprou o terreno de Stamford Bridge em 1904, tentou alugá-lo ao Fulham e, diante da recusa, decidiu fundar sua própria equipe. A reunião de criação aconteceu em 1905, no pub The Rising Sun. O nome escolhido foi o do bairro vizinho, já que Fulham tinha um clube.
Apesar da estrutura e da localização em Londres, o primeiro grande título demorou cinquenta anos. Ted Drake levou o Chelsea ao Campeonato Inglês de 1954-55. A geração seguinte ampliou as conquistas com a Copa da Liga de 1965, a Copa da Inglaterra de 1970 e a Recopa Europeia de 1971. O time passou a ter uma tradição de decisões, mas ainda sem a regularidade dos maiores vencedores nacionais.
As dificuldades posteriores incluíram passagens pela segunda divisão nos anos 1980 e uma crise financeira que ameaçou a permanência em Stamford Bridge. A distância entre essa fase e o Chelsea do século XXI é grande. A compra por Roman Abramovich, em 2003, aumentou profundamente a capacidade de investimento e permitiu montar equipes para disputar títulos todos os anos.
José Mourinho chegou em 2004 e conquistou dois campeonatos consecutivos, encerrando meio século sem vencer a liga. A mudança de patamar se confirmou nas competições europeias: o Chelsea ganhou a Champions League em 2012, em Munique, e novamente em 2021, no Porto. A sucessão de treinadores não impediu que aquele período concentrasse a maior parte dos títulos ingleses do clube.
A venda ao grupo BlueCo, em 2022, iniciou uma estratégia de contratar muitos jogadores jovens com contratos longos. O novo ciclo combinou investimento elevado e frequentes trocas de comando. Em 2025, a Liga Conferência ampliou a coleção europeia e o Mundial de Clubes trouxe outra conquista internacional, com vitória sobre o Paris Saint-Germain na final. A chegada de Xabi Alonso e a contratação recorde de Morgan Rogers em 2026 deram continuidade à renovação, com o desafio de transformar um elenco jovem e caro em uma equipe estável.