O Borussia Dortmund nasceu em 1909, quando jovens decidiram organizar o futebol fora da supervisão da paróquia onde jogavam. Reunidos em um bar, escolheram o nome de uma cervejaria próxima. As cores amarela e preta chegaram em 1913 e passaram a identificar um clube cuja ligação com a torcida seria importante tanto nas conquistas quanto nas crises.
Depois de décadas de competições regionais e dificuldades financeiras, os títulos alemães de 1956 e 1957 deram ao Dortmund projeção nacional. O clube integrou a primeira Bundesliga em 1963 e ganhou a Recopa Europeia em 1966, tornando-se o primeiro alemão campeão de uma competição continental. A evolução foi interrompida pelo rebaixamento de 1972, seguido de quatro temporadas na segunda divisão.
O Westfalenstadion, inaugurado em 1974, acompanhou a reconstrução. Sua arquibancada sul ficaria conhecida como Muralha Amarela. Na década de 1990, o Borussia voltou ao topo: foi campeão alemão em 1995 e 1996 e venceu a Liga dos Campeões de 1997. Na final contra a Juventus, Lars Ricken marcou na primeira bola que tocou, dezesseis segundos depois de entrar. A Copa Intercontinental completou aquele ano.
O crescimento, porém, foi seguido por gastos que o clube não conseguiu sustentar. Após abrir capital na bolsa, em 2000, o Dortmund chegou perto da insolvência em 2005 e precisou negociar com credores. A recuperação esportiva ganhou força com Jürgen Klopp, contratado em 2008. Seu time venceu a Bundesliga em 2011 e 2012, conquistou também a Copa da Alemanha em 2012 e chegou à final europeia de 2013, perdida para o Bayern.
A valorização de jovens passou a ter papel central nesse período. Jogadores como Dembélé, Sancho, Haaland e Bellingham cresceram no clube antes de serem vendidos, permitindo renovar o elenco. Esse caminho trouxe receitas e também a necessidade de substituir protagonistas com frequência. Em 2024, o Dortmund voltou à final da Liga dos Campeões, dessa vez derrotado pelo Real Madrid, mantendo a presença europeia construída depois da crise.