O Barcelona foi fundado em 1899 por um grupo reunido pelo suíço Joan Gamper. Desde os primeiros anos, a instituição recebeu pessoas de diferentes origens e criou uma ligação cada vez mais forte com a Catalunha. Essa identificação mais tarde seria expressa no lema Més que un club, adotado em 1968.
Nos anos 1920, o crescimento levou à abertura do estádio Les Corts e ao título da primeira liga espanhola, em 1929. A vida do clube também foi afetada pela política: Les Corts foi fechado pela ditadura de Primo de Rivera após protestos da torcida, e, durante o franquismo, o nome e o escudo sofreram alterações que restringiam sua identidade catalã.
A chegada de Ladislao Kubala, em 1950, ajudou a formar a equipe das Cinco Copas e a ampliar o número de associados. Les Corts ficou pequeno, e o Camp Nou foi inaugurado em 1957. A participação dos sócios na administração também mudou: Miró-Sans foi escolhido pelo voto dos associados homens em 1953; Josep Lluís Núñez venceu em 1978 a primeira eleição presidencial plenamente democrática do clube, com sufrágio universal dos sócios.
O trabalho de Johan Cruyff como treinador estabeleceu outra referência. Seu time conquistou a primeira Copa dos Campeões do Barcelona em 1992, com gol de Ronald Koeman contra a Sampdoria. A valorização da posse de bola e da formação de jogadores teve continuidade nas gerações seguintes. A academia La Masia revelou nomes centrais, como Xavi, Andrés Iniesta, Sergio Busquets e Lionel Messi.
Depois do título europeu de 2006, Pep Guardiola levou esse grupo a uma temporada histórica em 2009, encerrada com seis troféus. Novas Ligas dos Campeões vieram em 2011 e 2015. Messi tornou-se o maior goleador e o jogador com mais partidas pelo clube, enquanto a combinação entre atletas formados internamente e reforços sustentou uma longa sequência de conquistas.
Nos anos seguintes, contratações muito caras e o crescimento dos gastos acompanharam uma grave crise financeira. Em 2021, o endividamento e a folha salarial impediram que a renovação de Messi coubesse nas regras da liga. A reconstrução passou a exigir equilíbrio entre competitividade, contas e obras do Camp Nou. Ainda controlado pelos associados, o Barcelona continuou recorrendo à formação e voltou a conquistar o campeonato espanhol em 2026.